segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Resenha: Scarlet - Marissa Meyer



Autor: Marissa Meyer
Páginas: 480
Ano: 2014
Editora: Rocco
Adicione: Skoob  





Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.



No segundo volume de As Crônicas Lunares conheceremos a história de Scarlet, que seria a Chapeuzinho Vermelho que nós conhecemos.

Como esse livro é uma continuação eu irei tentar ao máximo não dar muitos spoilers do primeiro livro.

Tudo que Cinder sempre quis foi liberdade. Liberdade da madrasta e de suas regras dominadoras. Liberdade de uma vida de trabalho constante sem nenhum reconhecimento. Liberdade dos olhares de desprezo e palavras de ódio de estranhos que não confiavam na garota ciborgue. Agora, conquistara a liberdade, mas não era nem um pouco como tinha imaginado.

A história se inicia com Cinder tentando fugir da cadeia antes que a rainha Levana a leve como prisioneira, ao tentar fugir Cinder acaba conhecendo Thorne um desertor que está cumprindo pena por inúmeros delitos. 

- Com licença - disse Thorne. - Parece que você caiu na cela errada. Precisa de ajuda para voltar para a sua?

Ao mesmo tempo em que acompanhamos o desenrolar da história de Cinder conheceremos também Scarlet, uma jovem que foi criada por sua avó em sua fazenda em uma pequena cidade nos arredores de Paris. Tudo ia perfeitamente bem na vida de Scarlet até que a sua avó desaparece misteriosamente deixando tudo para trás.

Duas semanas. Duas semanas inteiras em que a avó estava por aí. Sozinha. Indefesa. Esquecida. Talvez... Talvez até morta. Talvez sequestrada e morta e deixada em alguma vala escura e úmida em algum lugar. E por quê? Por quê por quê por quê?

Scar não sabe o que pensar quando seu pai reaparece depois de anos falando que o sequestraram e que só o deixarão viver caso ele encontre algo que a avó de Scarlet esconde. Scarlet também conhece Lobo, um lutador de rua que pode ajudá-la a encontrar sua Grand-Mère.

Ele balançou a cabeça de uma estranha maneira, como um cão, o cabelo voando, depois se agachou com as mãos enormes ao lado do corpo e olhou para Caçador com aquele sorriso peculiar. Scarlet apertou os dedos no zíper do moletom, se perguntando se esse tique tinha dado origem ao apelido de Lobo.

 Mas ele realmente é quem aparenta ser? Quem levou a avó de Scarlet e por quê? 




A pergunta que não saiu da minha cabeça ao terminar o primeiro livro foi: Como a autora vai dar continuidade a história de Cinder sendo que a protagonista do segundo volume será outra? 

Sabe, quando eu era criança, fui levado a pensar que princesas usavam tiaras e davam festas. Agora que conheci uma princesa de verdade, devo dizer que estou meio decepcionado.

Bom, eu posso dizer que a autora soube resolver esse problema com maestria, ao mesmo tempo em que conhecemos a história de Scarlet e de sua avó continuamos acompanhando Cinder, pois o livro é narrado em diferentes pontos de vista. Temos o ponto de vista da Cinder, da Scarlet, do príncipe Kai, do Thorne e até do Lobo. 


- Eu gostei de tudo que você me deu. Apesar de não ter merecido nada daquilo.

Eu adorei esse livro até mais do que o primeiro, Thorne é um cara divertido, que adora se meter em encrenca e que é louco pela sua nave, a Scarlet é uma personagem super forte, com um temperamento bem explosivo, ela não leva desaforo para casa e não abaixa a cabeça para ninguém, seja homem ou mulher. Lobo é um personagem que parece forte mas ao mesmo tempo tão inocente, ele é um garoto que já foi quebrado inúmeras vezes e o passado dele é de fundamental importância para a história. 

– Eu sabia que me matariam quando descobrissem, mas... – Ele lutou para encontrar palavras e respirou fundo. – Acho que percebi que preferia morrer por tê-los traído a viver porque traí você.


Assim como em Cinder, Marissa Meyer usou apenas pequenas características do conto original e criou uma história completamente nova, cheia de ação, aventura, romance e um pouco de humor. Livro mais que recomendado para todos. 
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