terça-feira, 23 de junho de 2015

Resenha: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon


Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer… Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra; dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fosse passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal; o navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna do mar com um obscuro e ainda pior sucessor e duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real… E mudará o mundo.

Um mundo fantástico, belo, complexo e bem construído, repleto de personagens que você acha que conhece. Isso mesmo, você só acha que conhece, porque depois que você entrar em contato com eles em Nova Ether, a sua referência aos clássicos infantis sofrerá uma revolução. Não toque neste livro se você quiser continuar lembrando-se de Chapeuzinho Vermelho apenas como a menininha que foi levar doces para a vovozinha, e João e Maria presos na casa de doces.
A visão graciosa, realista e completamente criativa de contos de fadas é apresentada nas páginas de Caçadores de Bruxas, em que os protagonistas das histórias da sua infância são amigos e vivem na mesma terra. Genial na mesma medida que é compreensível e revigorante. Cada ser que habita o enredo tem sua personalidade marcada e juntos desencadeiam uma história impossível de largar e prazerosa de se ouvir.
Vale destacar que não é somente de contos de fadas que vive este reino, mas de incontáveis referências à música, à História (aquela com H maiúsculo) e à literatura mundial, divertidas de se encontrar, que surpreendem a cada página virada. Quando você se dá conta, lá está Raphael Draccon novamente, mudando os seus antigos parâmetros sobre esse ou aquele assunto.
Seria injusto como leitor detalhar melhor o enredo. Draccon é um contador de histórias infinitas vezes melhor que eu. E é por isso que é um dos jovens escritores brasileiros de maior sucesso da atualidade, que viu seu livro de estreia esgotado, vendendo como os grandes. O êxito é merecido, o autor e seu mundo possuem todos os atributos para tornarem-se um clássico.
Espero que vocês amem tanto Axel Terra Branford como eu amo Ariane Narin e Maria Hanson.
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